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ABVTEX PREVÊ ESTABILIZAÇÃO DO VAREJO DE MODA EM DEZEMBRO PDF Imprimir E-mail
Ter, 01 de Novembro de 2016 16:23

Décimo terceiro salário pode motivar o consumidor a comprar, estima a associação

O período de crise econômica que o Brasil atravessa tem impactado o consumo e, com isso, o desempenho do varejo de moda. É o que apontam os dados da ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil), entidade cujos associados respondem por 22% das vendas no mercado nacional.

De acordo com a associação, em 2015, a população brasileira consumiu 6,6 bilhões de peças de vestuário, movimentando mais de R$180 bilhões no varejo de moda, sem contabilizar os impostos. Esses números significam queda de 5,5% em volume de vendas e em 1,4% nos valores nominais em relação ao período anterior.

Contudo, a ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil) espera que a proximidade do natal e o décimo terceiro salário motivem o consumidor a voltar às compras, incluindo os artigos de vestuário, e estima com isso um horizonte estável para o setor em dezembro.

“É um movimento de melhora vagaroso, com a recuperação prevista para 2017. No momento, os consumidores ainda estão retraídos e as varejistas também fazem um planejamento conservador com relação às vendas de fim de ano”, afirma Edmundo Lima, diretor executivo da associação.

A ABVTEX aponta que sua expectativa se deve a uma discreta melhoria no desempenho de produtos promocionais ou com preços populares, resultado da mudança dos hábitos de consumo do brasileiro, que precisa agora administrar o orçamento mais limitado. “A troca de produtos mais caros por outros mais acessíveis está ocorrendo também no segmento de vestuário e as redes voltadas a atender os públicos C e D vêm atraindo mais pessoas”, comenta o executivo.

De acordo com Lima, é preciso investir na qualidade e atratividade de produtos, oferecer looks cada vez mais completos (calças, blusas, vestidos, calçados, bolsas e acessórios) e responder às demandas dos consumidores mais rápido, como nos casos de instabilidade climática, que afetaram as vendas dos varejistas que insistiram num mix de coleção apegado ao conceito tradicional de estações do ano.

Confira os resultados do estudo “Mercado de Vestuário no Brasil”, desenvolvido pelo IEMI (Inteligência de Mercado) especialmente para a entidade:

Ranking de consumo:
O público feminino predomina no consumo de roupas, respondendo por 52% dos volumes.

A maior demanda é do público com poder de compra das classes B e C, que respondem por 62% da população e 70% dos gastos com o produto (R$ 127 bilhões ano).

As regiões sul e o sudeste concentram quase 66% da demanda potencial, mas as melhores oportunidades de crescimento estão nas demais regiões do país.

Volume de produção de vestuário:
Para 2016, ainda espera-se uma pequena melhora de 1,1% no volume da produção de vestuário no país, com aumento nominal de 4,5% em valor (ou queda real de 2,5%, descontada a inflação prevista para o ano).

Volume de vendas de vestuário:
Já para o varejo de vestuário, a queda prevista para este ano é de 4,6% em volume de vendas e aumento nominal de 2,7% em receita (ou queda real de 4,3%). Em 2017, o varejo de vestuário já teria um crescimento de 1,2% em volume e de 6,4% em valor nominal (aumento real de 1,3%).

Desempenho dos canais de distribuição:
Quando tratada a importância dos canais de distribuição do varejo de moda, o estudo revela que as lojas independentes (lojas de bairros e boutiques) foram o principal canal de distribuição do varejo, com 37% dos volumes e 28% dos valores, do total em 2015. Este canal é responsável pelo escoamento de 2,3 bilhões de peças e R$ 50,9 bilhões em vendas.

Tendências para o segmento:
De acordo com o estudo do IEMI, a participação dos importados passou de 6% das peças consumidas no país em 2010, para 13% em 2015, tendendo a recuar já a partir de 2016 para menos de 10% da demanda interna. Nos próximos cinco anos, a instituição estima um crescimento médio de 1 a 2% ao ano para o varejo de moda, com os importados recuando para menos de 8% dos volumes consumidos. As grandes redes do varejo tendem a crescer acima do mercado, em detrimento das pequenas lojas independentes (multimarcas).

Fonte: http://www.senacmoda.info/index.php/abvtex-preve-estabilizacao-do-varejo-de-moda-em-dezembro/

 
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